Célio

A importância da Mulher

Serviço de Saúde e enfermeiras da FEB

Na paz ou na guerra todo o valor da mulher.

O apoio de Saúde numa guerra é escalonado desde a frente de combate, com os padioleiros dos Pelotões para o socorro imediato, até os Hospitais mais à retaguarda, onde médicos realizam as cirurgias mais complexas. O ferido grave vai sendo deslocado à retaguarda para instalações melhor equipadas.

Antes da Guerra, devido à barreira de idioma, o Comando da FEB estudava a criação de hospitais de campanha brasileiros na Itália. Chegou-se à conclusão que, além de ser algo muito dispendioso, não se aproveitaria a experiência da estrutura de saúde dos EUA que lá já funcionava. A solução foi criar Seções brasileiras nos hospitais americanos, onde trabalhariam nosso pessoal de Saúde.

O Batalhão de Saúde era formado por 3 Companhias de Evacuação e 1 de Tratamento. Cada Regimento tinha seu Destacamento de Saúde, instalado nos Postos de Socorro o mais próximo possível das linhas de combate.

Na época da 2ª GM o número de enfermeiras no Brasil era bastante reduzido. Na maioria dos hospitais a função era exercida por Irmãs de Caridade (Freiras). A Cruz Vermelha Brasileira fez um apelo às mulheres para que realizassem cursos intensivos de Enfermagem, com duração de um ano. As autoridades apoiaram a iniciativa e fizeram um convite direto às professoras primárias para que também participassem de tais cursos.

No final de 1943, foi criado o Quadro de Enfermeiras do Exército. No início de 1944, foi aberto o voluntariado para a FEB para as mulheres que tinham o Curso de Enfermagem. Foram selecionadas 67 mulheres, sendo 8 paranaenses, formadas no Hospital Militar, pois ainda não existia o Hospital da Cruz Vermelha em Curitiba.

As Enfermeiras deslocaram-se para a Itália por via aérea a partir de Julho de 1944. Logo ganharam o posto de 2º Tenente e trabalharam em Hospitais americanos de Campanha e de Retaguarda. Enfrentaram a dificuldade do idioma, com uniformes inadequados e dormindo em barracas ao lado dos Hospitais sob frio intenso.

Prestaram inestimável apoio aos feridos em combate, recuperando cerca de 70% dos baixados. Demonstraram, a todo tempo, carinho, abnegação e amor à Pátria. Ao regressarem ao Brasil, foram desmobilizadas e, em 1957, foram chamadas para trabalhar em Hospitais Militares e promovidas à 1º Tenente.

Nosso pessoal de Saúde atendeu mais de 10 mil feridos. Civis e prisioneiros alemães também receberam assistência. Foram realizados mais de 17 mil atendimentos dentários para os 25 mil expedicionários. Só os Aliados possuíam a penicilina, que salvou até vidas de inimigos capturados.

fontes: http://www.museudoexpedicionario.5rm.eb.mil.br

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