A Legião Paranaense do Expedicionário

RESPONSABILIDADE, COMPROMETIMENTO COM O BRASIL

” A carreira militar não é uma atividade inespecífica e descartável, um simples emprego, uma ocupação, mas um ofício absorvente e exclusivista, que nos condiciona e autolimita até o fim. Ela não nos exige as horas de trabalho da lei, mas todas as horas da vida, nos impondo também nossos destinos. A farda não é uma veste, que se despe com facilidade e até com indiferença, mas uma outra pele, que adere à própria alma, irreversivelmente para sempre”.

Após o término da 2ª Guerra Mundial, os expedicionários retornaram ao Brasil. Os militares de carreira militar voltaram aos seus postos nos Quartéis. Os voluntários civis sentiram-se desamparados, já que o Governo Federal iniciou a desmobilização da Força Expedicionária Brasileira (FEB) ainda na Itália.

Ocorreu uma reunião nacional, organizada pelos ex-combatentes, no Rio de Janeiro, que contou com a participação de representantes paranaenses. Os paranaenses retiraram-se antes do encontro se encerrar, pois, ao contrário das idéias ideológicas e políticas focadas na reunião, defendiam a assistência social como principal objetivo das organizações que pretendiam fundar em cada um dos Estados. Almejavam construir um espaço para ajudar os ex-combatentes e seus familiares, principalmente em áreas como saúde, educação, previdência e recolocação no mercado de trabalho.

Esse grupo de civis e também militares, preocupado com a situação de desamparo dos expedicionários civis e de seus familiares, começou a se reunir para planejar como colocar em prática seus projetos de assistência. Fundaram, então, a Legião Paranaense do Expedicionário (LPE), em 20 de novembro de 1946. Entre os pioneiros estavam o General Panasco Alvin, Coronel Machado Lopes, Coronel Campelo, Coronel Jaime Araújo dos Santos, Thomaz Walter Iwersen e Felipe Aristides Simão.

As primeiras reuniões aconteceram numa gráfica, localizada no bairro Batel, de propriedade de Felipe Aristides Simão. Outros encontros ocorreram no Tiro Rio Branco e no Círculo de Estudo Bandeirantes. O grupo ainda não dispunha de sede própria.

Em 1951, graças ao trabalho de vários ex-combatentes e o apoio de vários colaboradores, a LPE inaugurou a Casa do Expedicionário (onde funciona atualmente o Museu do Expedicionário), que passou então a ser sua sede. Aos poucos, foram sendo organizados os trabalhos assistenciais na nova sede, que passou a acolher expedicionários de várias partes do Estado e algumas vezes de outras partes do Brasil.

A primeira Sessão Ordinária da LPE em sua nova sede ocorreu em 20 de março de 1955 e o primeiro Presidente do Conselho Diretor foi Jaime Araújo dos Santos. A posse ocorreu em 14 de abril de 1955, data do 10º aniversário da Tomada de Montese.

A partir do final da década de 1970, ocasião em que o trabalho de assistência já estava bastante reduzido por conta das novas leis que passaram a amparar os expedicionários, a LPE voltou-se para o trabalho memorial, inaugurando, com o apoio do Governo do Estado do Paraná, o Museu do Expedicionário.

Em 2017, a LPE doou o prédio, onde se localizava sua sede e o Museu do Expedicionário, ao Exército Brasileiro. Entretanto, por meio de acordos anteriormente firmados, a LPE mantém ainda sua sede na Casa do Expedicionário e colabora com a administração do Museu. O Governo do Estado do Paraná continua apoiando o Museu do Expedicionário, local bastante frequentado por turistas e estudantes, que mantém acesa a chama do culto àqueles heróis que, no passado, colocaram suas vidas à serviço da Pátria.

FONTES: http://www.museudoexpedicionario.5rm.eb.mil.br

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